Vice-Província Nossa Senhora Aparecida

AQUELES QUE POR INSPIRAÇÃO DO SENHOR, VEM A NÓS, QUERENDO ACEITAR ESTA VIDA, SEJAM RECEBIDOS BENIGNAMENTE. (TEST. 1; RGTOR 4).

Vice – Província Nossa Senhora Aparecida

PROCESSO DE FUNDAÇÃO DA VICE-PROVÍNCIA

“Chamados por Deus para seguir seu Filho Jesus Cristo, como membros vivos da Igreja, na família franciscana e, pela ação do Espírito Santo, através da profissão religiosa, fomos integrados à Terceira Ordem Regular de São Francisco, na Vice-Província Nossa Senhora Aparecida”. (EEGG 1)

A Vice-Província originou-se das missões realizadas no Brasil, iniciada pelos frades franceses em 1904 e mais tarde pelos frades norte-americanos em 1961, Deste modo, existiam dois Comissariados da TOR em nosso país: o da Província de Nossa Senhora da Assunção (França) e o da Província do Sagrado Coração (USA).

Em 1967 a Cúria Geral promoveu uma conferência das lideranças das duas províncias brasileiras. Surgiu a União das Missões Franco-brasileira e Americanas da TOR no Brasil. Ela sugeria que os frades elaborassem seu programa de formação. Frei José Ângulo, o Ministro Geral, uniu formalmente as duas entidades numa única Vice-Província de Nossa Senhora Aparecida no dia 7 de outubro de 1992.

Missionários Norte-Americanos

CHEGADA DOS FRADES NORTE-AMERICANOS

Em 1962 a Província do Sagrado coração atendeu ao pedido do Papa João XXIII para ajudar a Igreja da América Latina. A província enviou seis frades: Roger Chunta, Victor Gall, Joseph Glancy, Carlos Napoli, Robert Sisk e Marcellus Smith para Borba, na Bacia Amazônica.   Essa vasta área cobria mais de 100 mil milhas quadradas. O meio de transporte mais comum é o barco. Os frades criaram quatro centro de atividades pastoras: Nova Olinda, Borba, Nova Aripuana e Autazes. Cada centro tinha seus locais próprios de missão. Irmãs religiosas ajudava-nos trabalhando como professoras e catequistas.   Em 1970 quinze outros frades estavam ajudando no trabalho da missão brasileira. Depois de cumprido seu exercício como provincial, frei Adriano Viegle se tornou Prelado Nullius de Borba em 1965.

Missionários Espanhóis

CHEGADA DOS FRADES ESPANHÓIS

A Província da Imaculada Conceição da Espanha,  enviou seus frades para a nossa missão e com toda a dedicação eles fizeram parte da história da Vice-Província brasileira. Foram os religiosos: frei Antonio Bauzá, que foi Ministro Provincial da Espanha por quatro vezes e que sempre enviava religiosos para nossas missões; frei José Angulo Quilis; frei Nadal Fluixá; frei Francisco Ripoll Espases; frei Antônio Marti Pons e frei Joaquim Tébar Fernandes.

Estiveram em Guajará-Mirim, em Cáceres e Poconé. Sentiram os problemas e dificuldades das missões e, com a experiência adquirida preferiram se concentrar numa cidade para mais eficiência de atuação, escolhendo Poconé e que mantiveram, principalmente, com o protagonismo do frei Joaquim Tébar Fernandes que, por quarenta anos, dinamizou a Paróquia Nossa Senhora do Rosário com suas obras sociais.

Missionários Franceses

OS FRADES MISSIONÁRIOS E AS ‘IRMÃS AZUIS’

Não faltou entusiasmo e coragem aos primeiros frades, apesar das dores da partida, agravada pela situação política na França. Com eles, chegaram a Cuiabá, no dia 14 de agosto de 1904, as Irmãs Azuis, religiosas da Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição de Castres. Não sabiam bem esses novos missionários e missionárias o que viriam enfrentar, mas vinham para se entregar e servir.

Contam as Irmãs que “Entrando nas águas do Brasil, os corações das missionárias vibram e fazem eco às palavras do frei Ambrósio que, tirando o chapéu, exclama: Salve, Brasil! doravante nossa segunda pátria. Nós te trazemos nossa dedicação em agradecimento à tua generosa hospitalidade!”.

A recepção foi calorosa: autoridades, banda, crianças, o povo, hinos, o bispo: “Benditos o que vêm em nome do Senhor!”

O jornal “O Mato Grosso”, de 30 de outubro de 1904, colocou em destaque, na manchete da primeira página, a chegada dos religiosos no Brasil:

‘Os Missionários e as Irmãs da Imaculada em Cuiabá”, e no corpo do texto: “logo que soou do Arsenal de Guerra o tiro do costume, anunciador da chegada do paquete, dirigiram-se ao porto para receberem os ilustres missionários, o reverendo clero regular, a comissão de senhoras, a Diretora interina do Asilo de Santa Rita, com algumas meninas órfãs; os reverendos padres salesianos e alunos do Liceu com sua banda de música, a comissão promotora dos festejos do jubileu da Imaculada Conceição, grande número de famílias distintas e ilustres cidadãos”.A nova pátria, imensa e misteriosa, era bem diferente daquela que deixavam: o clima, as dificuldades com o transporte, as doenças, a língua, os costumes e as práticas religiosas locais.

Os primórdios não foram idílicos e os missionários tiveram que aliar coragem à ternura: colocar-se ao lado dos pobres e da verdade, anunciando a fé, sem perder a firmeza diante das injustiças.

“Nos primeiros tempos, os padres só tomaram conta da diocese de Cuiabá, visitando regularmente as paróquias dos arredores, o que os obrigava a longas viagens a cavalo. (…) Visitavam regulamente outras regiões: Diamantino, Rosário do Oeste, Poconé e Cáceres, que ficava a uns 300 quilômetros”.

A evangelização acontecia pelo testemunho, pela catequese e também de forma itinerante, devido às grandes distâncias entre as comunidades que não tinham padres. Essas visitas pastorais chamavam-se desobrigas.